Impacto de Erasmus Na Carreira Profissional

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  • Published : April 19, 2008
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Abstract
Neste estudo vamos procurar avaliar quais são as motivações que levam as pessoas a fazer Erasmus e a não fazer e qual o impacto dessa mesma experiência ou a falta dela posteriormente nas suas carreiras profissionais.

Vamos analisar a opinião das pessoas acerca do programa, saber quais os pontos fortes e pontos fracos, saber se utilizam as competências que adquiriram no seu trabalho actual, avaliar em que grau estas se diferenciam no seu local de trabalho das pessoas sem Erasmus e perceber qual a importância de Erasmus para instilar nas pessoas a vontade pelos estrangeiro. Pretendemos conhecer quais os traços de personalidade que levam as pessoas a fazer Erasmus, qual o impacto da realização deste programa junto do mercado de trabalho e depois tencionamos saber se a participação no programa Erasmus funciona como um potenciador da vontade de ter outras experiências internacionais das quais se destaca o trabalho no estrangeiro. Vamos explicar que Erasmus é apenas um exemplo de uma experiência internacional e cujo valor reside sobretudo no melhoramento das competências e capacidades relacionais e pessoais. Mostramos que as pessoas que têm experiências internacionais quebram os grilhões com que estão ligadas ao receio e disponibilizam-se para abraçar novos desafios. No decorrer do trabalho utilizaremos a teoria da motivação de Victor Vroom para perceber de onde é que vem a vontade das pessoas de ir para o estrangeiro.

Toda esta análise será feita através de um estudo comparativo entre pessoas com Erasmus, pessoas sem Erasmus mas com outras experiências internacionais e pessoas sem experiências internacionais. Depois de percebermos estas diferenças vamos construir uma teoria que procura integrar toda esta informação.

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Introdução
Neste trabalho procuramos compreender melhor as consequências de se realizar uma experiência internacional, o Erasmus tanto a nível profissional e académico como a nível pessoal. Criado em 1987 pela União Europeia, o Programa Erasmus movimenta, hoje cerca de 1,1 milhões de alunos por ano. Apesar de em Portugal este fenómeno ser recente este já é um dos “membros mais participativos ocupa o 11º lugar das preferências dos estrangeiros e é o 8º país a enviar mais alunos para fora” (Diário de Noticias, 18 de Maio de 2005). É impressionante o aumento da receptividade deste programa sobretudo de há três anos a esta parte, o que torna o programa ainda muito novo em Portugal. Isso faz com que os estudos existentes sobre o impacto do Erasmus na vida das pessoas sejam escassos.

Por outro lado de acordo com o relatório da Comissão Europeia “Employment in Europe 2006”, Portugal é o país dos 25 da União Europeia com a menor mobilidade geográfica numa perspectiva de longo prazo dentro da UE, ou seja, apenas, aproximadamente 1,6% do total da força de trabalho portuguesa pensa daqui a cinco anos procurar um emprego num outro país da UE. Com este programa os alunos do espaço europeu podem estudar um semestre ou até mesmo um ano lectivo num dos países da União Europeia. Assim, conhecem uma nova cultura, interagem com pessoas diferentes, ficam inseridos numa nova sociedade e ainda partilham conhecimentos e vivências. Os conhecimentos académicos e pessoais que apreendem dessa experiência voltam consigo para o seu país de origem, contribuindo assim para o desenvolvimento e integração do seu país na comunidade europeia e globalizada. Deixamos de ter uma “fuga de cérebros” para passarmos a ter um “treino de cérebros” internacional que depois regressam a Portugal com as skills adquiridas para aplicá-las e transmiti-las aos seus parceiros. De facto, trata-se de um programa importante já que, como disse o entrevistando José Lourenço, “temos que ter em atenção que já não vivemos, que a nossa sociedade já não é o Portugal dos pequeninos. O teu [nosso] mercado de trabalho já não é só a Avenida da Liberdade, se estudares Finanças ou Economia, não é a Avenida da Liberdade, é a Europa toda, para não dizer o Mundo” ....
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